Esta edição da Bienal de Artes Plásticas “ Pintar a Manta” elege a fotografia como área de exploração das aprendizagens consagradas no Currículo Nacional de Educação Visual e Tecnológica do 2ºciclo e Educação Visual e Educação Tecnológica do 3º ciclo. Desta feita, substancia-se em duas atitudes opostas e complementares. Por um lado explora-se uma vertente declaradamente urbana, que se mostra sem pudor, através de um objecto/muro, arrancado às marcas dos gestos, aos movimentos do corpo, às características dos materiais de um viver urbano. O outro vector presentifica-se através de um objecto/contentor bruto, também marcadamente urbano, corpo com 18 casulos onde se inscreve vida interior. Dentro deste corpo/contentor existirão cabinas, 18 ambientes mais intimistas, onde o “segredo” se guarda e se desvenda pela abertura de uma porta.
É nesta dicotomia de espaços interior/exterior; aberto/fechado de cheios e de vazios; de economia visual e exuberância; de contenção métrica e liberdade que a exposição se expõe.
De facto é lançado o repto aos nossos alunos para “povoar/habitar” estes espaços com linguagens plásticas deliberadamente diversificadas e livres mas, disciplinadas pelo rigor métrico a que se confinam.
A fotografia surge, também, como elemento disciplinador mas não balizador da intervenção que pode evoluir para conceitos de instalação/provocação e mesmo transgressão visual. Não se tratando de uma exposição de fotografia tradicional, mais do que um tema unificador, importa haver uma sintonia conceptual dos intervenientes, um ambiente, para presentificar ou explicar as coisas que não se explicam. Estamos a falar de um caminho, um paradoxo com 20 entradas.
É nesta dicotomia de espaços interior/exterior; aberto/fechado de cheios e de vazios; de economia visual e exuberância; de contenção métrica e liberdade que a exposição se expõe.
De facto é lançado o repto aos nossos alunos para “povoar/habitar” estes espaços com linguagens plásticas deliberadamente diversificadas e livres mas, disciplinadas pelo rigor métrico a que se confinam.
A fotografia surge, também, como elemento disciplinador mas não balizador da intervenção que pode evoluir para conceitos de instalação/provocação e mesmo transgressão visual. Não se tratando de uma exposição de fotografia tradicional, mais do que um tema unificador, importa haver uma sintonia conceptual dos intervenientes, um ambiente, para presentificar ou explicar as coisas que não se explicam. Estamos a falar de um caminho, um paradoxo com 20 entradas.